Como grupo estão unidos há um ano e meio, como empresa há apenas seis meses. O sucesso da startup madeirense já é reconhecido além fronteiras e 70% dos seus utilizadores são estrangeiros.

Atualmente existem muitos programadores independentes e pequenas empresas que tentam a sua sorte nas já preenchidas lojas de aplicações móveis. E por isso é que o caso da WalkMe Mobile se destaca ainda mais: num relativo curto espaço de tempo conseguiu mais de três milhões de downloads nas aplicações que disponibiliza.

São muitas, é um facto, mas são várias as que apresentam um número de downloads consideráveis. O maior sucesso é a aplicação Quem Quer Milhões, baseada no popular jogo de cultura geral da televisão. Só esta aplicação teve centenas de milhares de downloads e no Android, como o TeK acompanhou, foram várias as semanas em que o software se manteve no topo das listas.

A receita para o sucesso? Lígia Gonçalves, um dos três membros da WalkMe Mobile, confessa que tiveram alguma ajuda no timing do lançamento da app que foi bafejado pelo regresso do Quem Quer Ser Milionário à televisão portuguesa. Mas também há mérito da equipa.

A porta-voz revelou em conversa com o TeK que há uma grande preocupação na forma como as aplicações são construídas, sobretudo do ponto de vista do utilizador. A equipa recebe muito feedback das pessoas e tenta, sempre que se justifique, implementar as alterações sugeridas.

Foi através deste modelo que a WalkMe Mobile descobriu que havia um mercado para o Quem Quer Milhões Kids, a sua nova app para Android e iOS. Lígia Gonçalves disse ter recebido vários emails de crianças, enviados através dos dispositivos dos pais, onde os mais novos se queixavam da dificuldade das questões.

O Quem Quer Milhões Kids tem perguntas enquadradas nas matérias que são ensinadas nas escolas às crianças entre os 6 e os 12 anos. Por isso a aplicação também acaba por ter uma vertente educativa, um dos objetivos definidos pela equipa de desenvolvimento.

O lançamento do software também está virado para o mercado internacional, que é de grande importância para a empresa: 70% dos downloads feitos em todas as suas appsforam feitos a partir do estrangeiro.

A WalkMe Mobile tem ainda outros motivos de satisfação. A startup madeirense tem dois clientes noruegueses que encomendaram o desenvolvimento de aplicações. Uma das empresas trabalha na área de logística de gruas: através da aplicação os clientes dizem o local e fotografam a área onde querem a grua, e a empresa depois avalia qual o melhor modelo para alugar.

O outro cliente nórdico é também uma startup que quer uma aplicação de leitura de QR Codes para criar um livro de visitas aos picos mais altos da Noruega – onde os códigos estão espalhados. A ideia é de que a aplicação também possa ser usada em provas de orientação.

“Felizmente as coisas têm corrido bem”, analisa Lígia Gonçalves. A front-end developer da WalkMe Mobile recorda por exemplo a participação no Lisbon Big Apps, onde apesar de não terem ganhado, conseguiram chegar aos 15 finalistas o que lhes permitiu estabelecer uma grande lista de contactos.

No futuro a startup madeirense gostava de continuar a focar-se nos jogos com valor educacional, mas também gostava de apostar mais na área dos guias turísticos mobile. A empresa já tem aplicações deste estilo para a Madeira e Açores, e está a fazer contactos para se expandir com o negócio das apps de “caminhadas” no continente.

Fonte: Tek 

Recordamos aqui a entrevista que fizemos em Janeiro de 2013 a este grupo: